terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Não podemos enxergar o mundo como meio para a realização de uma ideia de felicidade pré-determinada pelo passado e pela imaginação, mas encontrar na vida um campo incerto de possibilidades. Mas como agir mediante tal visão de mundo? Gastando mais energia fazendo do que planejando?

(escrito após eu ter parado pra pensar o que queria da vida: pessoalmente, profissionalmente, etc...)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Maturidade

Há poucos anos atrás, eu era adolescente e buscava sedento uma paixão nova por dia. Queria revolucionar minha mente e colocar o sangue para correr veloz. Meus hinos particulares iam de Raul a Bowie, passando pelas viscerais incertezas de Zeca Baleiro.

A Terra transladou um pouco, alguns sóis se poram, outros nasceram, e cá estou, no mesmo indesejável turbilhão de mudanças. A mutação prossegue, ignorante a qualquer desejo de estabilidade, agindo em mim. Eu, no entanto, não quero mais ser cavaleiro errante. Sonho em me encostar ao pé da macieira que aparecer mais alegre e bonita, aprender com ela a criar raízes, e finalmente olhar para tudo que me aconteceu de mais intenso e paralizante, dos momentos de mais completa satisfação até os da esmagadora solidão que me curvava os joelhos, para esboçar um sorriso, relaxar lágrimas antigas de pensamentos amargos e dizer: enfim, eu sou.