segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pacífico, paciente e razoável...

...são princípios de conduta legais pra caramba!
Não exponho essa convicção pra criar doutrina, por favor! Pelo contrário, quero compartilhar pra alguma alma vagante o raciocínio que me conduz a esses princípios, meramente por querê-lo fora de mim, quer dizer, entre as ideias de um colega internético que aceite a brincadeira - mas também, é importantíssimo, para que eu assista a mim próprio refletindo e escrevendo... para dissipar essa parede entre dois "eus", integrando-os.


Pacífico e paciente: princípios bastante cristãos, parece-me! Não sou dos estudiosos mas, com efeito, mais do Novo Testamento e suas interpretações mais felizes. Ainda assim, cristão. Portanto, falamos de uma ética contemplativa, quer dizer, sem ênfase na prática de transformação externa, sem ênfase em política. Isso porque não se luta por mudanças e se evita reagir às paixões negativas que eventualmente nos tomam - como a ira ou a cólera. 
É coerente a crítica que se faz sobre a ética contemplativa cristã: ela é despolitizada e, partindo de uma reflexão histórica e não religiosa, é também insuficiente para lidarmos com nosso mundo social hierarquizado, o qual não perdoa e te bate nessa e na outra face. Mas, ainda assim, não são princípios puramente cristãos; são princípios necessários a todo tipo de conduta anti-dogmática e democrática! Pois é completamente impossível o diálogo sem que ouçamos o Outro, o Estranho, e, para tanto, não basta simplesmente lhes conceder voz, temos que de fato escutá-los. A saída: sermos pacíficos, na medida em que não lutaremos contra tudo e todos simplesmente por sermos diferentes, e pacientes, de maneira a não nos curvarmos aos nossos impulsos primeiros de rejeição a quem não viverá conforme nossa vontade.


No entanto, há um limite: não abriremos mão dos nossos direitos mais básicos para que se saceie os impulsos do Outro, nem seremos completamente racionais em qualquer situação, nem mesmo durante a atividade científica. Isso que significaria ser razoável. Mas, ainda assim, pensemos bem: quantas são as vezes que de fato exageramos na dose? Falamos e fazemos meramente para depois nos arrependermos... Também e quando pessoas queridas, amadas, erram conosco e pedem desculpas: sem o pacífico e o paciente, como faríamos?

Abraço! 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Questão Ética

Uma reflexão sobre hábitos: não sei bem dizer com exatidão os porquês, mas parece que o imediatismo, em âmbito geral, atrapalha na escolha de nossas condutas.

Parei um pouco para pensar sobre o assunto, e imaginei que, talvez, o imediatismo seja uma tendência de importantes consequências no que se refere aos nossos raciocínios cotidianos. Digo isso, no sentido de que uma pessoa imediatista - e meu exemplo sou eu mesmo - costuma por abrir mão da validade de raciocínios extensos, que necessitem de média a longa duração para se mostrarem relevantes. 
Um exemplo bobo: optar por uma conduta preguiçosa quanto a higiene bocal pode ser, a curto prazo, interessante; a longo prazo, bem, cáries... - novamente me baseio em mim mesmo. 

Considerando esse contexto, outro exemplo, menos óbvio, é o de como se comportar na seguinte situação social: amigos se reúnem, mas o clima está pesado e sério. Além do constrangimento - seu e de outros - dois amigos se agridem verbalmente, sem remorsos a vista - pelo menos ainda - e de repente você sente que aquilo deve parar, sente-se irritado por esse teatro todo, de duas feras se insultando feito crianças, sem qualquer decisão importante envolvida, "por mero orgulho bobo", você pensa. Daí, bem, temos, grosso modo, duas opções: intervir ou se omitir. Não parece, mas é uma situação bastante complicada.
Vejam a complexidade: podemos reclamar certa autoridade e simplesmente censurá-los, separando-os, assumindo que trata-se de ignorância ou comportamento anti-ético; ou, pode-se optar por uma postura mais humilde, na qual imagina-se que seria preciso compreender melhor a situação para tomar uma atitude mais drástica - não que se elimine, aqui, a hipótese de tomar certa atitude, mas sim evita-se simplesmente separá-los, censurando a agressividade de cada um. Nesse contexto, o mais comum é separarmos os envolvidos, julgando-os insensatos, a partir do argumento de que "consequências mais graves devem ser evitadas", mas, por mais forte que seja o argumento anterior, separá-los implica também uma conduta agressiva. Não busco por estabelecer qualquer moral indiscutível, mesmo porque o exemplo foi genérico o suficiente para discutimo-lo de inúmeras outras perspectivas, mas o que quero ilustrar aqui é que: aquilo que era óbvio a curto prazo - censurar brigas - pode-se confirgurar diferentemente se realiza-se uma reflexão mais extensa e, melhor ainda, coletiva, sobre a questão.

Enfim, por vezes entrar na discussão, por exemplo, pode solucionar o impasse, por mais que isso não seja tão intuitivo.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

e, das cinzas, ressurge então...!

estou ressucitando este blog porque tenho sentimentos para pôr em dia.

o lance é o seguinte: Ando terminando minhas frases com ponto final, para variar. As reticências, tão comuns antes, estão mais raras e mais bem colocadas.

sempre entendi que a realidade humana - em termos gerais mesmo - é de tal limitação que fica difícil abrir mão da humildade. Humildade essa que serve à quebrar a cara mais de leve, pra não dar uma de Bender. Dá pra ser "aquela" pessoa difícil? Dá, ninguém te mata por isso. Mas tua atitude geniosa vai te desgastar, disso não tenha duvida! Saber tudo é extremamente irritante; rebater os comentários daqueles que querem só se divertir contigo é simplesmente espantá-los - não no sentido de que devem se ausentar em absoluto, mas, frente a um Spock da vida, quem consegue se abrir com facilidade?

eu, porém, decidido a uma vida de humildade, sabia gritar e chorar; enfim, errar e admitir, esperando a hora de voltar a colocar pontos finais. Eu sabia que era um sujeito racional, mas não dei as costas à minha inveja, à minha raiva: isso não!
Recupero isso ultimamente: a capacidade de errar bem, num certo sentido.

pois é, a conclusão dessa história é que não se precisa nem ser um Sheldon Cooper, nem "dar a outra face". Oras, somos seres mui apaixonados, e assim sendo, as paixões não atacaremos com moralismo, mas aprenderemos que sem elas, não somos quem somos!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

fim da apatia... começa da alegria!

Uháá!! Estou animado! Coisa rara nos últimos tempos!

ando rindo mais e sendo mais prático, mas condizente entre as ações e as ideias! Tenho muita insônia, mas estou me esforçando em estabelecer esse hábito de forçar mais o 'dormir'...

e tenho uma preocupação que ocupa muito meus sentimentos mais intensos que é o desânimo - meio crônico mesmo. Não sou depressivo - sei disso, aliás, porque já flertei com esse lado -, mas, bem, vocês entendem, né?, sou aquele cara meio braços cruzados, que tem bastante medo e timidez a toa e um receio excessivo em perceber a hora de agir, de tomar as rédeas. Enfim, estou me sentindo diferente: do ceticismo migro pra ousadia alegre, aquela que fazemos de sorriso na cara e não desistimos no erro - mais ou menos aquele descrição genérica de "Brasileiro" que o povo tem da gente.

então se perguntarem "tudo bem?", vão ouvir "tudo ótimo, obrigado!" =]
a vida é agir!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

o gosto amargo da angústia vira amor

Ouvir uma briga que reflete sua relação com a família e que me remete àquilo que é mais negativo na vida. Não é nem a dor em si, mas o medo por ela causado, que termina por apagar as belas possibilidades da existência. Medo, no caso, de intervir e fracassar, ou buscar uma demonstração de carinho e vê-la totalmente mal-vinda... há, ainda, certo ressentimento e cansaço; e isso aos 20 anos, só!

Crianções esses meus familiares, sem dúvida. E eu também, né? Orgulho bobo que me leva a uma aparência insensível... droga! não consigo me expressar direito com esses familiares. Algo está errado, talvez deva pensar mais nisso e menos em coisas inúteis. O único argumento para ser, assim, "insensível", é que: tentar um papo, buscar saber dos problemas deles, ousar um conselho: nada rende. A falta de resultado desanima, né...?

Mas o que me levanta não poderia ser nada além do que a velha inocência, que há algum tempo não revia, mas que agora me revisita e - torço pra que continue assim!!! - me permite viver com menos hipocrisia. Vou seguir tentando.


AMÉM !



quinta-feira, 16 de maio de 2013

levanta aí, ô

Hoje me desesperei com um pouco de tudo e foi um dia pesado para mim e para Quem estava por perto.

Poderia ficar aqui pontuando que o tempo esmaga a gente, que às vezes dá vontade de pedir pra vida parar um pouco, esperar a gente pensar e se estabilizar... queria não precisar, ou pelo menos não sentir tanta necessidade disso. Parece fraqueza, parece que não aprendi a viver direito.

A greve na Unesp está difícil para minha cabeça sentir e "resolver": a aparente sacanagem que é essa reitoria, posicionamentos diametralmente opostos, as assembleias que reafirmam a postura radical de nós, estudantes, e suas provocações de luta... tudo isso é, para o novato aqui, muito estressante. Admito, mal sei lidar com o dia-a-dia letivo, quanto mais com toda a dimensão política por traz da história...
Fico pensando pelo que o movimento estudantil já lutou: MR-8, ALN... lembro daquele filme "O que é isso, companheiro?", que me empolgou tanto no terceiro colegial. Fico imaginando se o pessoal de hoje pegaria em armas como há 30 anos fizeram, ou se efetivamente pegam mesmo e eu que não to sabendo - mas não vejo motivo pra acreditar nisso. Fico imaginando qual papel tem as mobilizações atuais e qual papel eu devo ter perante as situações atuais...

E se eu voltar pro teatro? Putz, foi tão legal ano retrasado...
caralho, já faz tudo isso de tempo que eu nem vi passar...
olha o tempo me enganando aí de novo.

Meu ritmo de aula que estava milagrosamente foda foi para o saco com a greve... espero consegui-lo de volta.

Enfim, as ideias sobre o que fazer a partir de amanhã tão bem nubladas, porque não sei bem a que motivação dou prioridade: tem concurso pra estudar, tem filosofia pra pôr em dia, tem um campus cheio de esportes e capoeira me esperando e tem, ainda, o teatro, que prometi que ia, mas não fui até agora. Sei lá, muita informação... dá vontade de fazer tudo e acabo sem sair da cama direito.

Esse foi o post com mais reticências, mas aqui termino com ponto final.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Oh deus, mais um blog pessoal na internet =]

Olá, amigos que sinceramente torço pra estarem lendo essa página!

Chala's here, certo..?

Bem, é madrugada e daí que percebo uma necessidade de falar com alguém sobre, sei lá, sentimentos talvez. Faço então a "pior" melhor coisa que se poderia fazer: leio postagens antigas em blogs de amigos e conhecidos e me lembro de como essa forma de expressão foi importante pra mim, dado um momento alguns anos atrás na minha vida. Nada melhor disso poderia sair senão um blog pessoal, para o bem ou para o mal.

Sabem, dizem que postar em blog é uma coisa brega ou qualquer algo assim... e realmente soa bastante verdadeiro isso pra mim, hehe, mas ao mesmo tempo eu me identifico muito com esse tipo de vontade de externar as coisas engasgadas, difíceis de se dizer, assim, no cotidiano. É um momento de sensibilidade, de necessidade mesmo... é aquela hora que precisamos conversar e não sabemos com quem, e disso - ou algo parecido - nasce um post.

É a carência que vem da madrugada que causa a insônia, haha. Dá uma certa solidão, a madrugada. Pelo menos essa que levo aqui, morando "meio sozinho", ao som desse tecladinho que vou espancando, tentando mostrar algo pra alguém, tentando existir, sabe... existir na consciência do outro...

Eis o clima da bagaça:


Abraço!