terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Não podemos enxergar o mundo como meio para a realização de uma ideia de felicidade pré-determinada pelo passado e pela imaginação, mas encontrar na vida um campo incerto de possibilidades. Mas como agir mediante tal visão de mundo? Gastando mais energia fazendo do que planejando?

(escrito após eu ter parado pra pensar o que queria da vida: pessoalmente, profissionalmente, etc...)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Maturidade

Há poucos anos atrás, eu era adolescente e buscava sedento uma paixão nova por dia. Queria revolucionar minha mente e colocar o sangue para correr veloz. Meus hinos particulares iam de Raul a Bowie, passando pelas viscerais incertezas de Zeca Baleiro.

A Terra transladou um pouco, alguns sóis se poram, outros nasceram, e cá estou, no mesmo indesejável turbilhão de mudanças. A mutação prossegue, ignorante a qualquer desejo de estabilidade, agindo em mim. Eu, no entanto, não quero mais ser cavaleiro errante. Sonho em me encostar ao pé da macieira que aparecer mais alegre e bonita, aprender com ela a criar raízes, e finalmente olhar para tudo que me aconteceu de mais intenso e paralizante, dos momentos de mais completa satisfação até os da esmagadora solidão que me curvava os joelhos, para esboçar um sorriso, relaxar lágrimas antigas de pensamentos amargos e dizer: enfim, eu sou.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Gerenciador de ideias

Falar é importante, pode provocar um impacto nos hábitos alheios e próprios bastante profundo.


Pelo contrário, às vezes nossa voz parece-nos forte, mas não chega aos ouvidos de ninguém, pois não lemos de maneira adequada o contexto no qual inserimos nossa fala.

Noutros casos, ainda, é possível extravasar e causar todo tipo de consequência indesejada. Por vezes, explode-se com uma frágil crença de que nossa fala não afetará ninguém, mas ocorre justamente o contrário.

Há quem diga que o discurso, o logos, pode ser um dos protagonistas de grandes e definitivas transformações sociais. 

Comigo o discurso anda de mal. Justo comigo? Justo com o aspirante a filósofo!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Pacífico, paciente e razoável...

...são princípios de conduta legais pra caramba!
Não exponho essa convicção pra criar doutrina, por favor! Pelo contrário, quero compartilhar pra alguma alma vagante o raciocínio que me conduz a esses princípios, meramente por querê-lo fora de mim, quer dizer, entre as ideias de um colega internético que aceite a brincadeira - mas também, é importantíssimo, para que eu assista a mim próprio refletindo e escrevendo... para dissipar essa parede entre dois "eus", integrando-os.


Pacífico e paciente: princípios bastante cristãos, parece-me! Não sou dos estudiosos mas, com efeito, mais do Novo Testamento e suas interpretações mais felizes. Ainda assim, cristão. Portanto, falamos de uma ética contemplativa, quer dizer, sem ênfase na prática de transformação externa, sem ênfase em política. Isso porque não se luta por mudanças e se evita reagir às paixões negativas que eventualmente nos tomam - como a ira ou a cólera. 
É coerente a crítica que se faz sobre a ética contemplativa cristã: ela é despolitizada e, partindo de uma reflexão histórica e não religiosa, é também insuficiente para lidarmos com nosso mundo social hierarquizado, o qual não perdoa e te bate nessa e na outra face. Mas, ainda assim, não são princípios puramente cristãos; são princípios necessários a todo tipo de conduta anti-dogmática e democrática! Pois é completamente impossível o diálogo sem que ouçamos o Outro, o Estranho, e, para tanto, não basta simplesmente lhes conceder voz, temos que de fato escutá-los. A saída: sermos pacíficos, na medida em que não lutaremos contra tudo e todos simplesmente por sermos diferentes, e pacientes, de maneira a não nos curvarmos aos nossos impulsos primeiros de rejeição a quem não viverá conforme nossa vontade.


No entanto, há um limite: não abriremos mão dos nossos direitos mais básicos para que se saceie os impulsos do Outro, nem seremos completamente racionais em qualquer situação, nem mesmo durante a atividade científica. Isso que significaria ser razoável. Mas, ainda assim, pensemos bem: quantas são as vezes que de fato exageramos na dose? Falamos e fazemos meramente para depois nos arrependermos... Também e quando pessoas queridas, amadas, erram conosco e pedem desculpas: sem o pacífico e o paciente, como faríamos?

Abraço! 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Questão Ética

Uma reflexão sobre hábitos: não sei bem dizer com exatidão os porquês, mas parece que o imediatismo, em âmbito geral, atrapalha na escolha de nossas condutas.

Parei um pouco para pensar sobre o assunto, e imaginei que, talvez, o imediatismo seja uma tendência de importantes consequências no que se refere aos nossos raciocínios cotidianos. Digo isso, no sentido de que uma pessoa imediatista - e meu exemplo sou eu mesmo - costuma por abrir mão da validade de raciocínios extensos, que necessitem de média a longa duração para se mostrarem relevantes. 
Um exemplo bobo: optar por uma conduta preguiçosa quanto a higiene bocal pode ser, a curto prazo, interessante; a longo prazo, bem, cáries... - novamente me baseio em mim mesmo. 

Considerando esse contexto, outro exemplo, menos óbvio, é o de como se comportar na seguinte situação social: amigos se reúnem, mas o clima está pesado e sério. Além do constrangimento - seu e de outros - dois amigos se agridem verbalmente, sem remorsos a vista - pelo menos ainda - e de repente você sente que aquilo deve parar, sente-se irritado por esse teatro todo, de duas feras se insultando feito crianças, sem qualquer decisão importante envolvida, "por mero orgulho bobo", você pensa. Daí, bem, temos, grosso modo, duas opções: intervir ou se omitir. Não parece, mas é uma situação bastante complicada.
Vejam a complexidade: podemos reclamar certa autoridade e simplesmente censurá-los, separando-os, assumindo que trata-se de ignorância ou comportamento anti-ético; ou, pode-se optar por uma postura mais humilde, na qual imagina-se que seria preciso compreender melhor a situação para tomar uma atitude mais drástica - não que se elimine, aqui, a hipótese de tomar certa atitude, mas sim evita-se simplesmente separá-los, censurando a agressividade de cada um. Nesse contexto, o mais comum é separarmos os envolvidos, julgando-os insensatos, a partir do argumento de que "consequências mais graves devem ser evitadas", mas, por mais forte que seja o argumento anterior, separá-los implica também uma conduta agressiva. Não busco por estabelecer qualquer moral indiscutível, mesmo porque o exemplo foi genérico o suficiente para discutimo-lo de inúmeras outras perspectivas, mas o que quero ilustrar aqui é que: aquilo que era óbvio a curto prazo - censurar brigas - pode-se confirgurar diferentemente se realiza-se uma reflexão mais extensa e, melhor ainda, coletiva, sobre a questão.

Enfim, por vezes entrar na discussão, por exemplo, pode solucionar o impasse, por mais que isso não seja tão intuitivo.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

e, das cinzas, ressurge então...!

estou ressucitando este blog porque tenho sentimentos para pôr em dia.

o lance é o seguinte: Ando terminando minhas frases com ponto final, para variar. As reticências, tão comuns antes, estão mais raras e mais bem colocadas.

sempre entendi que a realidade humana - em termos gerais mesmo - é de tal limitação que fica difícil abrir mão da humildade. Humildade essa que serve à quebrar a cara mais de leve, pra não dar uma de Bender. Dá pra ser "aquela" pessoa difícil? Dá, ninguém te mata por isso. Mas tua atitude geniosa vai te desgastar, disso não tenha duvida! Saber tudo é extremamente irritante; rebater os comentários daqueles que querem só se divertir contigo é simplesmente espantá-los - não no sentido de que devem se ausentar em absoluto, mas, frente a um Spock da vida, quem consegue se abrir com facilidade?

eu, porém, decidido a uma vida de humildade, sabia gritar e chorar; enfim, errar e admitir, esperando a hora de voltar a colocar pontos finais. Eu sabia que era um sujeito racional, mas não dei as costas à minha inveja, à minha raiva: isso não!
Recupero isso ultimamente: a capacidade de errar bem, num certo sentido.

pois é, a conclusão dessa história é que não se precisa nem ser um Sheldon Cooper, nem "dar a outra face". Oras, somos seres mui apaixonados, e assim sendo, as paixões não atacaremos com moralismo, mas aprenderemos que sem elas, não somos quem somos!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

fim da apatia... começa da alegria!

Uháá!! Estou animado! Coisa rara nos últimos tempos!

ando rindo mais e sendo mais prático, mas condizente entre as ações e as ideias! Tenho muita insônia, mas estou me esforçando em estabelecer esse hábito de forçar mais o 'dormir'...

e tenho uma preocupação que ocupa muito meus sentimentos mais intensos que é o desânimo - meio crônico mesmo. Não sou depressivo - sei disso, aliás, porque já flertei com esse lado -, mas, bem, vocês entendem, né?, sou aquele cara meio braços cruzados, que tem bastante medo e timidez a toa e um receio excessivo em perceber a hora de agir, de tomar as rédeas. Enfim, estou me sentindo diferente: do ceticismo migro pra ousadia alegre, aquela que fazemos de sorriso na cara e não desistimos no erro - mais ou menos aquele descrição genérica de "Brasileiro" que o povo tem da gente.

então se perguntarem "tudo bem?", vão ouvir "tudo ótimo, obrigado!" =]
a vida é agir!